Dia Mundial da Criança na Casa da Pedreira

desenho_criancaNo dia 1 de Junho, às 16h, vamos celebrar o Dia Mundial da Criança na Casada Pedreira, Gondifelos [V. N. Famalicão] com um conto encenado, música e outras surpresas.

Tragam os pequenos e celebrem também este dia de grande importância.

4º Aniversário da Fértil

cartaz_4_aniversario_web

No próximo dia 26 de Abril a Fértil celebra 4 anos. Nesse dia às 21h30, na Casa da Pedreira, Gondifelos, temos para vos oferecer um concerto do Blandino Soares e mais algumas surpresas.

Aparece e partilha connosco este dia que é tão importante para nós.

Nova candidatura à DGArtes

Captura de ecrã 2014-04-15, às 16.17.27Acabamos de submeter mais uma candidatura aos apoios da DGArtes. A ver se desta vez teremos uma melhor classificação.

Muito obrigado a todos os colaboradores que aceitarem este desafio e espaços que decidiram apoiar esta candidatura com a sua vontade de acolhimento.

 

Mensagem do Dia Mundial do Teatro de 2014

Mensagem de Brett Bailey:

“Desde que existe sociedade humana, existe o irreprimível espírito da representação.

Debaixo das árvores, nas pequenas cidades e sobre os palcos sofisticados das grandes metrópoles, nas entradas das escolas, nos campos, nos templos; nos bairros pobres, nas praças públicas, nos centros comunitários, nas caves do centro das cidades, as pessoas reúnem-se para comungar da efeméride do mundo teatral que criámos para expressar a nossa complexidade humana, a nossa diversidade, a nossa vulnerabilidade, em carne, em respiração e em voz.

Reunimo-nos para chorar e para recordar; para rir e para comtemplar; para ouvir e aprender, para afirmar e para imaginar. Para admirar a destreza técnica, e para encarnar deuses. Para recuperar o folego coletivo, na nossa capacidade para a beleza, a compaixão e a monstruosidade. Vive??mos pela energia e pelo poder. Para celebrar a riqueza das várias culturas e para afastar as fronteiras que nos dividem.

Desde que existe sociedade humana, existe o irreprimível espírito da representação.

Nascido na comunidade, veste as máscaras e os trajes das mais variadas tradições. Aproveita as nossas línguas, os ritmos e os gestos, e cria espaços no meio de nós. E nós, artistas que trabalhamos o espírito antigo, sentimo-nos compelidos a canalizá-lo pelos nossos corações, pelas nossas ideias e pelos nossos corpos para revelar as nossas realidades em toda a sua concretude e brilhante mistério.

Mas, nesta ERA em que tantos milhões lutam para sobreviver, está-se a sofrer com regimes opressivos e capitalismos predadores, fugindo de conflitos e dificuldades, com a nossa privacidade invadida pelos serviços secretos e as nossas palavras censuradas por governos intrusivos; com as florestas a ser aniquiladas, as espécies exterminadas e os oceanos envenenados.

O que é que nos sentimos obrigados a revelar?

Neste mundo de poder desigual, no qual várias hegemonias tentam convencer-nos que uma nação, uma raça, um género, uma preferência sexual, uma religião, uma ideologia, um quadro cultural é superior a todos os outros, será isto realmente defensável? Devemos insistir que as artes sejam banidas das agendas sociais?

Estaremos nós, os artistas do palco, em conformidade com as exigências dos mercados higienizados ou será que têm medo do poder que temos para limpar um espaço nos corações e no espirito da sociedade, reunir pessoas, para inspirar, encantar e informar, e para criar um mundo de esperança e de colaboração sincera?”

Tradução: Margarida Saraiva; revisão EV; Escola Superior de Teatro e Cinema