“Morro de Amores” em Brufe e Louro [VN Famalicão] neste fim-de-semana

A Fértil Cultural regressa aos palcos com o espectáculo “Morro de Amores“, no programa “Casa das Artes e envolvente”, no concelho de VN Famalicão. Desta vez nas freguesias de Brufe e Louro, nos dias 5 e 6 de Maio, respectivamente. Os espectáculos estão marcados para as 21h30 e a entrada é livre.

Sinopse

Perto da aldeia há uma árvore com um pequeno banco, que de tão pequeno quando se sentam duas pessoas elas ficam muito juntas. Acredita-se que a árvore tem poderes. Essa árvore fica bem lá em cima, no Morro de Amores, como todos o chamam. Nesse morro sentem-se histórias de amor que se perpetuam no tempo e fazem crescer esse morro de dia para dia.

O espectáculo “Morro de Amores” surge inspirado por conversas com um grupo sénior com quem a Fértil desenvolveu um projecto artístico e comunitário sobre o tema amor.

“Eu é que conto” em Vila Nova de Cerveira

Hoje e amanhã, a Neusa Fangueiro leva a sua criação para infância até à Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira. Hoje apenas para o público escolar, mas amanhã (22 de Abril), às 11h, é aberto às famílias.

Este espectáculo faz parte da programação da Feira do Livro organizado pela Biblioteca.

Mais informações:   251 708 024.

Sinopse

Uma senhora que colecciona livros sabe-se lá onde, vem para contar uma história. Mas como é muito distraída chega atrasada, acaba por tropeçar em tudo e sem querer entra numa outra dimensão, a da imaginação. Confusa e com outros personagens a invadi-la constrói uma história diferente, divertida e cheia de criatividade. Baseando-se nos contos dos irmãos Grimm e histórias tradicionais portuguesas esta senhora dá-nos um momento de teatro surpreendente.

REALIZAR:poesia começa amanhã

É já amanhã que arranca o nova edição do REALIZAR:poesia em Paredes de Coura, com a assinatura de produção da Fértil Cultural. Entre os dias 21 e 25 de Abril iremos REALIZAR:poesia num ambiente verde como só o Alto Minho tem.

O REALIZAR:poesia constitui-se como uma reunião coerente de eventos de múltiplas linguagens e origens, em que as leituras, os debates, as conferências, as exposições, os lançamentos de livros, os espetáculos de artes performativas, a exibição de filmes, os concertos musicais, de 21 a 25 de abril, em Paredes de Coura, se reencontram na esfera da sua essencial afinidade: a poética, no seu sentido mais vasto. Acreditamos que, para lá da materialidade da linguagem, há uma metalinguagem do imaginário. É nesse lugar exótico de liberdade, de verdadeira sugestão poética, que existe o REALIZAR:poesia.

Toda a informação em realizarpoesia.com

Mensagem Dia Mundial do Teatro 2017 por Isabelle Huppert

Já passaram 55 anos desde a primavera em que se celebrou pela primeira vez o Dia Mundial do Teatro.

Esse dia, ou seja, essas 24 horas começaram no Teatro Nô e Buranku, passaram pela Ópera de Pequim e pelo Kathakali, passaram entre a Grécia e a Escandinávia, foram de Ésquilo a Ibsen, de Sófocles a Stringberg, passaram entre a Inglaterra e a Itália, foram de Sarah Kane a Pirandello. Passaram, entre outros países, pela França, onde nos encontramos, e por Paris que continua a ser a cidade do mundo que recebe o maior número de companhias estrangeiras. Em seguida, as nossas 24 horas levaram-nos da França à Rússia, de Racine e Molière e a Tchékhov depois, atravessando o Atlântico, chegaram a um campus universitário californiano onde as pessoas podem, quem sabe, reinventar o Teatro. Porque o Teatro renasce sempre das cinzas. Ele não passa de uma convenção que temos de constantemente abolir. É por isso que continua vivo. O Teatro tem uma vida irradiante, que desafia o espaço e o tempo, as peças mais contemporâneas são alimentadas pelos séculos passados, os reportórios mais clássicos tornam-se modernos de cada vez que os encenamos.

Uma Jornada Mundial do Teatro não é, evidentemente, como um dia banal das nossas vidas quotidianas. Esta Jornada faz reviver um imenso espaço-tempo e para evocar esse espaço-tempo, vou socorrer-me de um dramaturgo francês, tão genial como discreto, Jean Tardieu. Cito-o: — ” Para o espaço ele pergunta qual é o caminho mais longo de um ponto para outro ….Para o tempo sugere medir em décimas de segundo o tempo que demora pronunciar a palavra «eternidade».

Para o espaço-tempo ele diz ainda: “Fixai no vosso espirito, antes de adormecer, dois pontos quaisquer no espaço e calculem o tempo que é preciso para, em sonho, ir de um ponto ao outro”. É a expressão “em sonho” que retenho. Poderíamos dizer que Jean Tardieu e Bob Wilson se encontraram. Podemos também resumir o nosso Dia Mundial do Teatro evocando Samuel Beckett que pôs a Winnie a dizer, no seu estilo expedito: “Oh que lindo dia que poderia ser.” Ao pensar nesta mensagem, que me fizeram a honra de me pedir, lembrei-me de todos esses sonhos de todas essas cenas.

Então, não chego sozinha a esta sala da UNESCO: todas as personagens que representei me acompanham, os papéis que pensamos que nos abandonaram quando acaba, mas que têm em nós uma vida subterrânea, prestes a ajudar ou a destruir os papéis que lhes sucedem: Fedra, Araminta, Orlando, Hedda Gabbler, Medeia, Merteuil, Blanche Dubois… Acompanham-me, também, todos os personagens que amei e aplaudi como espectadora. E nesse lugar, pertenço ao mundo inteiro. Sou grega, africana, síria, veneziana, russa, brasileira, persa, romena, japonesa, marselhesa, nova-iorquina, filipina, argentina, norueguesa, coreana, alemã, austríaca, inglesa, isto é, o mundo inteiro.

A verdadeira mundialização é esta.

Em 1964, por ocasião desta Jornada Mundial do Teatro, Laurence Olivier anunciou que, depois de mais de um século de combate, se conseguira, por fim, criar em Inglaterra um Teatro Nacional, que ele quis imediatamente que fosse um teatro internacional, pelo menos no seu repertório. Ele sabia bem que Shakespeare pertencia a todo o mundo no mundo.

Adorei saber que a primeira mensagem destas Jornadas Mundiais do Teatro, em 1962, fora confiada a Jean Cocteau, escolhido por ser, como se sabe, o autor de “uma volta ao mundo em 80 dias”. Eu fiz a volta ao mundo de uma outra maneira: fi-la em 80 espectáculos ou em 80 filmes. Digo filmes porque não faço nenhuma diferença entre representar no teatro e representar no cinema, o que surpreende sempre que o digo, mas é verdade, é assim. Nenhuma diferença.

Falando aqui, não sou eu própria, não sou uma actriz, sou apenas uma das numerosas pessoas graças às quais o Teatro continua a existir. É um pouco o nosso dever. E a nossa necessidade: Como dizer: Nós não fazemos existir o Teatro, é graças ao Teatro que nós existimos O Teatro é muito forte, resiste, sobrevive a tudo, às guerras, às censuras, à falta de dinheiro. Basta dizer: “O cenário é um palco nu de uma época indeterminada” e de chamar um actor. Ou uma actriz. Que vai ele fazer? Que vai ela dizer? Irão falar ? O público espera, vais já saber, o público sem o qual não há Teatro, não nos esqueçamos. Uma pessoa no público é um público. “Não muitas cadeiras vazias, esperemos! Salvo em Ionesco… No fim, a Velha diz: “Sim, sim morramos em plena glória… Morramos para entrar na lenda… Ao menos teremos a nossa rua…”

A Jornada Mundial do Teatro existe há 55 anos. Em 55 anos serei a oitava mulher a quem é pedido para fazer uma mensagem, enfim, não sei se a palavra “mensagem” é apropriada. Os meus antecessores (o masculino impõe-se!) falaram sobre o Teatro da imaginação, da liberdade, da origem, evocaram o multicultural, a beleza, as questões sem respostas… Em 2013, há somente quatro anos, Dario Fo disse: “ A única solução para a crise reside na esperança de uma grande caça às bruxas contra nós, sobretudo contra os jovens que querem aprender a arte do teatro: nascera assim uma nova diáspora de actores, que irá sem dúvida retirar desta situação, benefícios inimagináveis para a criação de uma nova representação.” Benefícios inimagináveis é uma bela formula digna de figurara num programa politico, não? … Já que estou em Paris, pouco antes de uma eleição presidencial, sugiro aqueles que têm ar de quem nos quer governar que estejam atentos aos benefícios inimagináveis que traz o Teatro. Mas nada de caça às bruxas!

O Teatro, para mim, é o outro, é o diálogo, é a ausência de ódio. A amizade ente os povos, não tenho bem a certeza o que quer dizer, mas acredito na comunidade, na amizade dos espectadores e dos actores, na união de todos que o teatro une, nos que o escrevem, naqueles que o traduzem, nos que o iluminam, vestem, o cenografam, nos que o interpretam, nos que o fazem, naqueles que o vão ver. O teatro protege-nos, abriga-nos…. Acredito totalmente que ele nos ama … tanto quanto nós o amamos …. Lembro-me de um velho ensaiador à antiga que, antes do levantar da cortina, dizia, todas as noites nos bastidores, em voz firme: “Lugar ao Teatro!”. Esta será a palavra final. Obrigada.

Tradução: Margarida Saraiva
Revisão: Eugénia Vasques

Escola Superior de Teatro e Cinema
Março 2017

“O Meu País é um Insuflável” em Vitorino das Donas próxima sexta-feira dia 24

Na próxima sexta-feira voltamos os palcos das freguesias de Ponte de Lima para a apresentação da nossa última criação, “O Meu País é um Insuflável“. Desta vez iremos até Vitorino das Donas onde fechamos este ciclo de programação descentralizada proposta pelo Teatro Diogo Bernardes, levando o teatro, a poesia e a música a novos públicos.

O Meu País é um Insuflável . Vitorino das Donas [Ponte de Lima]
24 de Março de 2017 . 21h30

“Morro de Amores” em Oliveira Santa Maria [VN Famalicão]

No próximo sábado, 14 de Janeiro, às 21h30, estaremos em Oliveira Santa Maria para mais uma apresentação do nosso espectáculo “Morro de Amores”  no âmbito do programa “Casa das Artes e envolvente” da Casa das Artes de Famalicão.. A entrada é gratuita sujeita à lotação da sala.

Apareçam!

Sinopse

Perto da aldeia há uma árvore com um pequeno banco, que de tão pequeno quando se sentam duas pessoas elas ficam muito juntas. Acredita-se que a árvore tem poderes. Essa árvore fica bem lá em cima, no Morro de Amores, como todos o chamam. Nesse morro sentem-se histórias de amor que se perpetuam no tempo e fazem crescer esse morro de dia para dia.

O espectáculo “Morro de Amores” surge inspirado por conversas com um grupo sénior com quem a Fértil desenvolveu um projecto artístico e comunitário sobre o tema amor.

FICHA ARTÍSTICA

Texto Rui Alves Leitão
Encenação Neusa Fangueiro
Interpretação Alexandre Sá, Isabel Costa e Rui Alves Leitão
Cenografia Migvel Tepes
Música Rui Alves Leitão
Costureira Carmo Alves
Desenho de Luz Paulo Neto
Fotografia Margarida Ribeiro
Vídeo Rúben Marques
Co-produção Fértil, Casa das Artes V. N. Famalicão e Teatro Diogo Bernardes
Apoio Município de V. N. Famalicão e Município de Ponte de Lima

Arranque do ano com o Serviço Educativo

O nosso ano arranca com as crianças da turma 12 do 4º ano da Escola Básica de Ponte de Lima, no âmbito do serviço educativo do Teatro Diogo Bernardes.

Novidades em breve, destes novos artistas.