“Eu é que conto” no Teatro Municipal da Guarda

Eu-e-que-conto_003No próximo sábado, dia 24 de Janeiro, a Fértil vai até à Guarda para duas sessões com famílias da última criação infantil, Eu é que conto, de Neusa Fangueiro. As sessões estão marcadas para  as 11h e para as 16h.

Mais informações e reservas em tmg.com.pt.

Fértil em residência artística com o Teatro O Bando

RTD_9245Durante esta semana a Fértil desloca-se até Palmela para uma residência artística com o Teatro O Bando. Levamos connosco a mais recente criação, Quotidiano, um espectáculo feito a partir da obra de Artur Cruzeiro Seixas, estreada em Novembro passado na Casa das Artes de Famalicão.

Esta residência artística é motivo de grande entusiasmo para a Fértil, visto que O Bando tem sido uma as companhias de referência para o seu trabalho. Durante uma semana iremos depurar a nossa criação com o olhar atento de João Brites e o apoio da restante equipa da companhia.

No Sábado (21h00) e Domingo (17h00) serão feitas duas apresentações ao público na quinta d’O Bando em Vale dos Barris, Palmela.

Balanço de um ano a balançar

Há anos bons e há anos maus e depois há 2014, uma espécie de ano raro onde as coisas mais improváveis acontecem, onde construímos, desistimos, construímos, desistimos, muitas e muitas vezes. São anos como 2014 que nos fazem realmente pensar o que cá estamos a fazer e como estamos a fazer. O teatro tem disto, é uma coisa estranha que fica eternamente com estas questões porque sim.

No ano de 2014 a Fértil teve o pior dos anos em termos de apoios institucionais e ao mesmo tempo se calhar o melhor. Houve projectos que caíram e que com eles quase a Fértil caía também e outros que reforçaram a importância do teatro, do nosso trabalho e da nossa persistência. A certa altura ponderamos o fim, mas optamos em não olhar para as contas e continuar em frente, o Público merece esse respeito e nós também.

Há quem olhe muito para os números e esses são muito bons 65 espectáculos e com um numeroso público de quase 8000 pessoas. Andamos muito por Famalicão, o nosso concelho, mas também fomos a Guimarães, Porto, Vila do Conde, Monção, Maia, Águeda, Barcelos, e fora de fronteiras, Vigo. Os números são generosos, mas ganham outro sentido quando os apoios se resumem a quase nada. E mais do que os números temos pena de não poder exprimir aqui os sorrisos e caras emocionadas de quem nos viu em palco, sobretudo o das crianças.

Dizia um amigo nosso que o apoio à cultura só serve para que o acesso a esta por parte do público seja mais acessível, neste caso, houve muita gente que pagou a factura que já tinha pago nos seus impostos e outros que vivem no limiar da pobreza e outros a quem nós oferecemos por solidariedade, sim nós que não temos apoios também oferecemos.

O ano não foi mau, mas também não foi bom. Esperamos em 2015 continuar o nosso trabalho com dignidade levando ao nosso público ainda mais alegria e prazer de ver teatro.

Bem haja a todos que se sentaram a ver-nos, nos aplaudiram e não nos deixaram desistir.

Bom ano novo para todos,

Neusa Fangueiro e Rui Alves Leitão