Porquê? – Semana de teatro dedicado à infância e juventude

Todos nós temos as nossas perguntas e começamos a criá-las desde tenra idade. Algumas dessas perguntas ficam-nos para o resto da vida e por vezes nunca chegamos a resolvê-las verdadeiramente. Durante a infância e juventude a pergunta mais usual tem apenas uma palavra, “porquê?”.

“Porquê?” é nosso o mote para a criação desta semana de teatro dirigida essencialmente à infância e à juventude. Podemos inclusive perguntar: “Porquê esta semana?”; “Porquê este público?”; “Porquê esta faixa etária?”; ou até mesmo “Porquê teatro?”

A resposta a isto tudo é o que pretendemos descobrir com este projecto. O “PORQUÊ?” tem como objectivo imediato despertar o gosto e a sensibilidade das crianças pelo teatro, ao mesmo tempo que, com uma criteriosa selecção de peças teatrais, ajudar a escola nos seus esforços educacionais no âmbito da formação estética e cívica.

Criar um espaço de proximidade entre o teatro e a infância e juventude e também um espaço de reflexão entre criadores e programadores.

PROGRAMA

O programa proposto para esta primeira edição do “PORQUÊ?” parte de um princípio de cumplicidade entre a Fértil Cultural e as companhias convidadas. Todas são companhias cúmplices da Fértil Cultural, quer em percurso artístico partilhado, quer em posições estéticas e éticas. Tivemos também em conta a dimensão do território e a adaptação das propostas ao público.

Público Escolar

1 Outubro
Companhia: Teatro e Marionetas de Mandrágora
Espectáculo: Aurora
Local: Salão da Junta de Freguesia de Cavalões
Público-alvo: 3º ciclo (7º e 8º anos)

2 Outubro
Companhia: Teatro Art’Imagem
Espectáculo: A Maior Flor do Mundo e Outras Histórias Segundo José
Local: Banda de Música de Arnoso
Público-alvo: 2º Ciclo

3 Outubro
Companhia: Trigo Limpo Teatro – ACERT
Espectáculo: Um Urso com Poucos Miolos
Local: Centro Paroquial do Louro
Público-alvo: 1º ciclo (3º e 4º anos)

4 Outubro
Companhia: Urze Teatro
Espectáculo: A Ilha do Tesouro
Local: Salão da Junta de Freguesia de Cavalões
Público-alvo: 1º ciclo

Público Geral:

4 Outubro
Conversa: Porquê o teatro para infância e juventude?
Oradores convidados: Soraia Gonçalves (MOTIM – Mostra de Teatro Para a Infância de Mindelo – Cabo Verde); Ana Caridade (Mosaico – Plataforma de projectos inclusivos artísticos e educativos); e Paulo Duarte (Teatro do Montemuro).
Local: Casa da Pedreira
Público-alvo: Criadores, programadores, actores, professores, educadores, animadores sócio- culturais, estudantes de artes…
Horário: 21h30

5 Outubro

Companhia: Teatro do Montemuro
Espectáculo: À Espera que Volte
Local: Casa da Pedreira
Público-alvo: Famílias
Horário: 16h30 

Para Lá de Nenhures – Laboratório de Teatro

Ainda estamos em Agosto, mas já nos preparamos para arrancar o novo ano lectivo e com uma proposta aliciante.

Para Lá de Nenhures é um espaço/conceito onde o actor pesquisa e desenvolve a sua técnica de representação. O nome “Para Lá de Nenhures” pretende mostrar a especificidade do trabalho de actor e o seu distanciamento do mundo quotidiano, permitindo a excelência do trabalho extra-quotidiano do corpo, da voz e da emoção. Nesta primeira edição iremos trabalhar sobre o tema “fluxo” sob a direcção de Neusa Fangueiro e Rui Alves Leitão (directores da Fértil Cultural).

Datas: 11 a 14 de Setembro
Horário: 19h às 23h
Local: Casa da Pedreira, Gondifelos (VN Famalicão)
Inscrição: 30€.
Informações: correio@fertilcultural.org
Inscrições on-line: AQUI

Serviço Educativo do Teatro Diogo Bernardes termina hoje

O ano lectivo chega ao fim e com ele o Serviço Educativo do Teatro Diogo Bernardes, também. Apresentamos hoje a última parte do serviço educativo que dirigimos artisticamente em Ponte de Lima com a apresentação do exercício/espectáculo “A Festa da Amizade: Confeitos Para Todos”. Um trabalho desenvolvido pelos alunos da turma 11 do 4.º ano da EB1 de Ponte de Lima sob a direcção de Neusa Fangueiro.

Voltaremos em Outubro.

“Memórias da Fronteira” espectáculo único em Valença

No próximo sábado, 16 de Junho, às 21h30, será apresentado em sessão única uma peça de teatro sobre as memórias do contrabando e trapiche em Valença. Esta peça é uma encomenda da ADRIMINHO à Fértil, que a partir do seu director, Rui Alves Leitão, escreveu e encenou a partir de várias entrevistas que foram recolhidas antecipadamente. A interpretação e construção cénica é feita com a comunidade local.

O espectáculo é o culminar de várias actividades ligadas à memória do contrabando e trapiche, desde uma exposição fotográfica a uma edição de uma revista com partes de histórias recolhidas.

Sinopse

Uma linha imaginária que divide dois países. Uma alfandega que protege essa linha imaginária. Todos fazem as suas vidas contrariando as regras para a qual foi criada essa linha. E quando ela acaba? O que é que começa?

A fronteira entre Portugal e Espanha teve fim a 25 de Junho de 1991. Até lá o contrabando e o trapiche deu de comer a muita gente. Valença, tal como todas as nossas raias, está cheia de histórias que ainda hoje podem ser lembradas por alguns. É a partir dessas histórias que o autor criou uma nova história, ficcional, mas no entanto, verdadeira.

O fim da fronteira permitiu novas vidas, assim como a criação desta peça.

Ficha artística

Dramaturgia e encenação Rui Alves Leitão
Interpretação Andreia Gomes, Cátia Sousa, Rita Nicolau e Vasco Prado
Cenografia Rita Nicolau
Investigação Cristina Ribeiro
Produção Executiva Salete Samico
Fotografia Estúdio Custódio Pereira
Agradecimentos A todos os dezasseis entrevistados que deram mote a esta peça de teatro, em especial ao Salustiano Faria pela sua disponibilidade e dedicação ao projecto.